sexta-feira, 28 de dezembro de 2007
Clarice na Vida
Às vezes o destino brinca com a vida.
Às vezes é difícil acreditar que as coisas acontecem por acaso.
O Acaso sugere uma imprevisibilidade, uma idéia que as coisas simplesmente... aconteceram.
Mas para tudo há uma explicação. Está tudo ligado, encadeado. Tudo, exatamente tudo, tem um significado. Talvez algo machadiano na vida.
É... Machado tinha razão.
Mas Clarice também tinha.
E o que intriga é a epifania que ronda, e não é percebida.
Esta que se escuta por ai.
Músicas saltam ao ouvido e, displicente e inocentemente, acredita-se que o gostar seja mera simpatia. As músicas que escuta, traduz quem a escuta, a cada um. Entendem mais do que o próprio que escuta. Mostram o que há para se ver dentro de si, o que você espera de você, o que querer para você. Mostram um eu que o mesmo não conhecia.
Coincidência???
Acaso???
Não é possível...
Por mais que ele nos proteja enquanto andemos distraídos.
Tudo bem... Pode ser o subconsciente ou qualquer amigo de Freud ou Nietzsche. Mas que existe um porquê, isso não há como negar.
É simplesmente impossível acreditar que essa seqüência de my all, aquilo que você faz, ainda bens, segredo de longe, don’t know why, heróis precisando ser salvos, you’ll be in my hearth, gastar toda sua vida, todo seu tempo esperando por aquela segunda chance, último choro, sangrar para estar vivo, tempestades passageiras, sweet surrender, invejosos,... - e a lista se estende ainda por longos caminhos - seja simplesmente acaso.
Preste atenção.
Simplesmente perceba.
Escute.
E ainda o que fica no ar, é saber quando seremos, Burrinho; quando seremos abandonados pela Glória, e expulsos do Olimpo; Quando ouviremos o sino. Qual é nossa Vez, Clarice; Qual será a Hora, Matraga.
Afinal, quem não gosta de parafusos?
Às vezes é difícil acreditar que as coisas acontecem por acaso.
O Acaso sugere uma imprevisibilidade, uma idéia que as coisas simplesmente... aconteceram.
Mas para tudo há uma explicação. Está tudo ligado, encadeado. Tudo, exatamente tudo, tem um significado. Talvez algo machadiano na vida.
É... Machado tinha razão.
Mas Clarice também tinha.
E o que intriga é a epifania que ronda, e não é percebida.
Esta que se escuta por ai.
Músicas saltam ao ouvido e, displicente e inocentemente, acredita-se que o gostar seja mera simpatia. As músicas que escuta, traduz quem a escuta, a cada um. Entendem mais do que o próprio que escuta. Mostram o que há para se ver dentro de si, o que você espera de você, o que querer para você. Mostram um eu que o mesmo não conhecia.
Coincidência???
Acaso???
Não é possível...
Por mais que ele nos proteja enquanto andemos distraídos.
Tudo bem... Pode ser o subconsciente ou qualquer amigo de Freud ou Nietzsche. Mas que existe um porquê, isso não há como negar.
É simplesmente impossível acreditar que essa seqüência de my all, aquilo que você faz, ainda bens, segredo de longe, don’t know why, heróis precisando ser salvos, you’ll be in my hearth, gastar toda sua vida, todo seu tempo esperando por aquela segunda chance, último choro, sangrar para estar vivo, tempestades passageiras, sweet surrender, invejosos,... - e a lista se estende ainda por longos caminhos - seja simplesmente acaso.
Preste atenção.
Simplesmente perceba.
Escute.
E ainda o que fica no ar, é saber quando seremos, Burrinho; quando seremos abandonados pela Glória, e expulsos do Olimpo; Quando ouviremos o sino. Qual é nossa Vez, Clarice; Qual será a Hora, Matraga.
Afinal, quem não gosta de parafusos?
quarta-feira, 26 de dezembro de 2007
bleeding
"And you can't fight the tears that ain't coming
Or the moment of truth in your lies
When everything feels like the movies
Yeah, you bleed just to know you're alive"
-
(Goo Goo Dolls - Iris)
dor e necessidade
E ele ainda se agarrava ao passado.
Apesar de ser dolorido e o corroer, era algo que precisava.
Era mais vital do que ele achava e acreditava ser.
Pode chamar de nostalgia, pois talvez realmente fosse isso. Mas ele não queria deixar aquilo para trás. Pendurava-se em cada lembrança para que pudesse ainda ter aquele gosto de mel e de fel; mesmo que fosse ilusão. Agarrava-se as músicas, as memórias, aos pensamentos.
Ainda mais em datas como estas que sonhara viver ao seu lado.
Ele adorava o futuro, mas odiava viver neste e não saber a maldita data.
Por mais que doesse, precisava ter aquela ferida aberta em si. Por vezes, rasgava a própria pele para que aquilo estivesse por ali. Na verdade, dilacerava na maioria das vezes.
Enfiava suas facas devagar.
Lentamente.
Revivendo o não-vivido.
Deixava o sangue, as lágrimas, e as memórias rolarem para que permanecesse com o coração batendo dentro de si, mesmo que fosse somente mais um sopro de não-vida. Por mais contraditório que fosse, talvez a dor que o mantivera vivo em meio à solidão.
Depois das vezes que tentou sair e não conseguira, descobriu que aquela seria sua zona de (des)conforto eterna. A (in)segurança que sentia ao estar ao seu lado era fôlego e súplica para as horas de desespero.
Mas apesar disso, não seguiria o conselho. Não podia gastar toda sua vida, todo seu tempo esperando por aquela segunda chance.
"Não vou viver como alguém que só espera um novo amor. Há outras coisas no caminho onde eu vou."
Viveria.
E ansiosamente esperaria a chance que suas vidas se cruzassem novamente para viverem tudo que não tiveram, a parte que não tiveram, as experiências que não tiveram, o amor que sentiram, mas não tiveram.
"Vou deixar a rua me levar, ver a cidade se acender. A lua vai banhar esse lugar e eu vou lembrar você."
Apesar de ser dolorido e o corroer, era algo que precisava.
Era mais vital do que ele achava e acreditava ser.
Pode chamar de nostalgia, pois talvez realmente fosse isso. Mas ele não queria deixar aquilo para trás. Pendurava-se em cada lembrança para que pudesse ainda ter aquele gosto de mel e de fel; mesmo que fosse ilusão. Agarrava-se as músicas, as memórias, aos pensamentos.
Ainda mais em datas como estas que sonhara viver ao seu lado.
Ele adorava o futuro, mas odiava viver neste e não saber a maldita data.
Por mais que doesse, precisava ter aquela ferida aberta em si. Por vezes, rasgava a própria pele para que aquilo estivesse por ali. Na verdade, dilacerava na maioria das vezes.
Enfiava suas facas devagar.
Lentamente.
Revivendo o não-vivido.
Deixava o sangue, as lágrimas, e as memórias rolarem para que permanecesse com o coração batendo dentro de si, mesmo que fosse somente mais um sopro de não-vida. Por mais contraditório que fosse, talvez a dor que o mantivera vivo em meio à solidão.
Depois das vezes que tentou sair e não conseguira, descobriu que aquela seria sua zona de (des)conforto eterna. A (in)segurança que sentia ao estar ao seu lado era fôlego e súplica para as horas de desespero.
Mas apesar disso, não seguiria o conselho. Não podia gastar toda sua vida, todo seu tempo esperando por aquela segunda chance.
"Não vou viver como alguém que só espera um novo amor. Há outras coisas no caminho onde eu vou."
Viveria.
E ansiosamente esperaria a chance que suas vidas se cruzassem novamente para viverem tudo que não tiveram, a parte que não tiveram, as experiências que não tiveram, o amor que sentiram, mas não tiveram.
"Vou deixar a rua me levar, ver a cidade se acender. A lua vai banhar esse lugar e eu vou lembrar você."
quarta-feira, 19 de dezembro de 2007
Adeus ou Até Logo?
OI Estrela,
Faz tanto tempo que eu não escrevo aqui. Tanto coisa pra falar, contar, desabafar. Mas essa espera tem um motivo.
O próximo post tinha que ser este.
E você não sabe o quanto ele dói. O quanto dói pensar e saber que, por agora, é o fim. Confesso que espero sinceramente que nossa história não tenha terminado agora; não assim; não desse modo.
Como dizem por ai: “Às vezes a distância ajuda, e essa tempestade um dia vai acabar.”
Talvez eu admita a minha culpa, mas não é hora de tentar achar culpados. O fato é que estamos aqui, talvez na pausa da nossa história, na minha Casa do Lago. Mas talvez também, pensar em Pausa seja só uma maneira de diminuir minha dor.
Lembro como essa história começou. Já faz tempo, um pouco menos de 2 anos.
Você entrou ali, e eu, contemplativamente, te olhei. São uma daquelas cenas da vida que tudo para. Você como sempre linda e eu ali só olhando. Me fez perder o ar e a distração fora mera conseqüência. Tive que retomar os sentidos e me recuperar.
A cena seguinte desse filme foi numa manhã ensolarada, cena de cotidiano, numa cozinha qualquer. Mais uma vez, você, de maneira estonteante, cruzara meu caminho. Como pode um sentimento fazer tudo isso com a gente, Estrela, como pode?
As coisas foram acontecendo, fomos nos conhecendo e eu precisava de certezas. Mas nem sempre as temos na vida.
Apesar de tudo, de como acontecera tudo, do que isso me fez... te fez..., viveria tudo novamente. As horas, as sensações, experiências vividas com você me fizeram bem. Era um suspiro no dia, um fôlego para semana, o sonho dos fins de semana.
“Só quero te lembrar de quando a gente andava nas estrelas, nas horas lindas que passamos juntos. A gente só queria amar e amar, e hoje eu tenho certeza: a nossa história não termina agora, porque essa tempestade um dia vai acabar”Queria ter vivido tudo, ter bebido a garrafa toda e inteira. Mas acredito que não tive como abri-la e ela ficou repleta do poderíamos.
Ainda não sei se será um “Até logo” ou um “Adeus”. Como já disse: “Só o tempo vai dizer o que pode acontecer, se a gente vai se achar ou se perder”. Não quero enxergar isso como o fim, como o Adeus; não posso fazer isso comigo, com nós. No entanto, o Até logo possa ser somente esperança remota no coração de um desiludido.
Assim, prefiro terminar com um até, deixando todas as possibilidades em aberto. O talvez se assim existir a volta de nossa história.
Até, Estrela.
“Eu faria tudo pra não te perder assim.
Mas o dia vem...
... e deixo você ir”
quinta-feira, 8 de novembro de 2007
Não quero uma prostituta travestida
em professora de piano
Acho que não quero você pra vida toda,
mas que sabe por um dia, um mês, um ano
Quero apenas um beijo seu, mas que
ele não seja tão profano
Queria que você também me desejasse
e que ao pedir um beijo, pudesse, por muito mais de única uma vez,
sentir sua boca a minha cortando
(Espero que tudo que sinto não seja mero engano)
Mas parei de tentar me entender, pois
minha mente me confunde sempre martelando:
UM ANO, DESEJANDO, PROFANO, ENGANO.
sexta-feira, 26 de outubro de 2007
fim
Cena da Velha Inglaterra.
A neblina encobria a cidade e aquela chuva, típica de Londres, insistia em estar ali.
As gotas desabavam do céu, e os pings da chuva misturavam-se aos tocs dos sapatos que passavam apressados.
Ele não entendia aquela pressa. Tudo que queria era que aquele momento durasse, pois, sabia que era o último. Essa sensação o consumia, mas tinha que resistir para guardar tudo dentro de si.
A bruma encobria o distante, e os prédios, com seus tijolos aparentes, também faziam parte daquele triste fim de tarde.
Esta era a hora do fim e ele tentava postergar.
Não teve coragem de perguntar se ela sentia o mesmo. Gostaria de ler isso em seus olhos, mas o que vira era o mistério que por vezes esteve ali.
As mãos dadas foram lentamente deixando de se tocarem, até que ficaram distantes e repletas da ausência que permeava as ruas londrinas. Fechou os olhos e tentou guardar todas as sensações dentro de si. Sentiu o cheiro do ar, a leve brisa que passara pelo local, as gotas que tocavam seu rosto. Reviveu o último toque naquela pele. Percebeu o coração dentro de si batendo a dor que palavras jamais poderiam traduzir.
Ao abrir os olhos, ela já estava a alguns passos dele. Uma lágrima escorreu e misturou se as gotas de chuva.
Ela foi andando e ele ficou ali, parado, estático, extático, só observando o fim.
Devido a neblina, a cada passo que ela dava, ele podia ver um pouco menos. Ela já se mistura a neblina e parecia um vulto bom que se fora.
Ameaçou dar alguns passos mas sabia que não podia. Ficou ali a observar. Ela andava e todo o passado era deixado pra trás, mas chegou o momento que seus olhos não a encontravam no meio do nevoeiro, e o que restara era o som dos sapatos cada vez mais longe. E então chegou o momento que estes também não puderam ser mais ouvidos, e o silêncio tomou conta da situação.
Era o fim.
Queria que ela não fosse o vulto que seus olhos viram a pouco. Preferia o real que viveram nas luzes de Paris, nas praças de Praga, nos cafés de Viena e Budapeste, e as margens do Tâmisa.
Cena da Velha Inglaterra
Os pings da chuva que desaba do céu misturam-se aos tocs dos sapatos apressados.
A neblina encobre os prédios de tijolos e permeia as ruas de Londres.
Cena perfeita para morrer, ou ter um romance (na mesma)
sexta-feira, 12 de outubro de 2007
ínício
enfim, me rendi....
sim...
eu....
criei um blog.
meus próprios pensamentos, meus próprios devaneios, frutos de uma mente que pensa demais e nunca pára, enfim, estarão na internet.
como já ouvi por ai, simplesmente escrever, seja num blog, seja numa folha em branco é um "exorcismo diário" que precisamo ter. é algo q faz bem.
algumas vezes já coloquei isso tudo num papel, mas infelizmente foram poucas as vezes. espero que aqui isso ocorra mais vezes.
mais exorcismos,...
mais pensamentos, ...
mais papel.
como acabei de ler (http://dwd3.blogspot.com/), algumas perguntas surgem. e por coincidência (será mesmo?), estas expressam exatamente o que sinto agora.
"será que fiz a escolha certa?
para onde será eu devo ir?
por onde eu devo começar?"
estas são dúvidas que tenho agora. mas parte das respostas já surgem lá dentro e no tela também. fiz a coisa certa.
e este será apenas um começo, muita coisa ainda vem por ai.
muitos pensamentos e o que tiver que vir.
tenho q ir
até
até o próximo post
sim...
eu....
criei um blog.
meus próprios pensamentos, meus próprios devaneios, frutos de uma mente que pensa demais e nunca pára, enfim, estarão na internet.
como já ouvi por ai, simplesmente escrever, seja num blog, seja numa folha em branco é um "exorcismo diário" que precisamo ter. é algo q faz bem.
algumas vezes já coloquei isso tudo num papel, mas infelizmente foram poucas as vezes. espero que aqui isso ocorra mais vezes.
mais exorcismos,...
mais pensamentos, ...
mais papel.
como acabei de ler (http://dwd3.blogspot.com/), algumas perguntas surgem. e por coincidência (será mesmo?), estas expressam exatamente o que sinto agora.
"será que fiz a escolha certa?
para onde será eu devo ir?
por onde eu devo começar?"
estas são dúvidas que tenho agora. mas parte das respostas já surgem lá dentro e no tela também. fiz a coisa certa.
e este será apenas um começo, muita coisa ainda vem por ai.
muitos pensamentos e o que tiver que vir.
tenho q ir
até
até o próximo post
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