sexta-feira, 26 de outubro de 2007

fim

Cena da Velha Inglaterra.

A neblina encobria a cidade e aquela chuva, típica de Londres, insistia em estar ali.
As gotas desabavam do céu, e os pings da chuva misturavam-se aos tocs dos sapatos que passavam apressados.

Ele não entendia aquela pressa. Tudo que queria era que aquele momento durasse, pois, sabia que era o último. Essa sensação o consumia, mas tinha que resistir para guardar tudo dentro de si.
A bruma encobria o distante, e os prédios, com seus tijolos aparentes, também faziam parte daquele triste fim de tarde.
Esta era a hora do fim e ele tentava postergar.
Não teve coragem de perguntar se ela sentia o mesmo. Gostaria de ler isso em seus olhos, mas o que vira era o mistério que por vezes esteve ali.
As mãos dadas foram lentamente deixando de se tocarem, até que ficaram distantes e repletas da ausência que permeava as ruas londrinas. Fechou os olhos e tentou guardar todas as sensações dentro de si. Sentiu o cheiro do ar, a leve brisa que passara pelo local, as gotas que tocavam seu rosto. Reviveu o último toque naquela pele. Percebeu o coração dentro de si batendo a dor que palavras jamais poderiam traduzir.
Ao abrir os olhos, ela já estava a alguns passos dele. Uma lágrima escorreu e misturou se as gotas de chuva.
Ela foi andando e ele ficou ali, parado, estático, extático, só observando o fim.
Devido a neblina, a cada passo que ela dava, ele podia ver um pouco menos. Ela já se mistura a neblina e parecia um vulto bom que se fora.
Ameaçou dar alguns passos mas sabia que não podia. Ficou ali a observar. Ela andava e todo o passado era deixado pra trás, mas chegou o momento que seus olhos não a encontravam no meio do nevoeiro, e o que restara era o som dos sapatos cada vez mais longe. E então chegou o momento que estes também não puderam ser mais ouvidos, e o silêncio tomou conta da situação.
Era o fim.
Queria que ela não fosse o vulto que seus olhos viram a pouco. Preferia o real que viveram nas luzes de Paris, nas praças de Praga, nos cafés de Viena e Budapeste, e as margens do Tâmisa.

Cena da Velha Inglaterra
Os pings da chuva que desaba do céu misturam-se aos tocs dos sapatos apressados.
A neblina encobre os prédios de tijolos e permeia as ruas de Londres.

Cena perfeita para morrer, ou ter um romance (na mesma)

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

ínício

enfim, me rendi....
sim...
eu....
criei um blog.

meus próprios pensamentos, meus próprios devaneios, frutos de uma mente que pensa demais e nunca pára, enfim, estarão na internet.
como já ouvi por ai, simplesmente escrever, seja num blog, seja numa folha em branco é um "exorcismo diário" que precisamo ter. é algo q faz bem.
algumas vezes já coloquei isso tudo num papel, mas infelizmente foram poucas as vezes. espero que aqui isso ocorra mais vezes.

mais exorcismos,...
mais pensamentos, ...
mais papel.

como acabei de ler (http://dwd3.blogspot.com/), algumas perguntas surgem. e por coincidência (será mesmo?), estas expressam exatamente o que sinto agora.

"será que fiz a escolha certa?
para onde será eu devo ir?
por onde eu devo começar?"

estas são dúvidas que tenho agora. mas parte das respostas já surgem lá dentro e no tela também. fiz a coisa certa.

e este será apenas um começo, muita coisa ainda vem por ai.
muitos pensamentos e o que tiver que vir.


tenho q ir
até
até o próximo post