quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Assim...
Deste modo.
Olhando... Perscrutando...

Encarando. No fundo dos olhos.
Racional?
Não; Analista.
Por vezes, até sua respiração ficava mais lenta. Acompanhava os movimentos a sua volta e tentava saber qual seria o próximo.
Estava preste a voltar a sua selva.
Selva de pedra.
Perscrutava corações e intenções, e assim tentava entender não só que o passava ao seu redor, mas também o que passava dentro dos que estavam a o cercar e ainda dentro de si mesmo.
Outras vezes, silenciara se a tal ponto que nem notavam sua presença. Assim via o que faziam quando se achavam sozinhos. Mais um modo de análise.
Ainda outras, mesmo em silêncio, sua presença era marcante, sufocante, quase mortal – mas queria que permanecessem vivos e sabendo o que tinham ao seu lado.
Rodeava o que observava. Lentamente; para provocar o velho frio na espinha.
Encurtava suas garras, mas elas poderiam dilacerá-los a qualquer instante, quando quisesse.
Não atacaria. Sabia da força que tinha e controlava a minuciosamente sabendo a hora de lentamente arrepiar se e mostrar seu poder, sua dominância.
Atento. Nada passava sem ser percebido.
Exatamente assim.
A cada suspiro. A cada ação. A cada passo. A cada respirar.

"I’ll be watching you."

sábado, 19 de janeiro de 2008

Será que o futuro manda recado?
Será que podemos saber de alguma forma o que ainda está por vir?
Eu não quero controlar o futuro. Sei que tem alguém bem mais capaz disso, alguém que sabe o que é melhor pra mim, alguém que chamam de Deus.
O que eu queira era saber: Quais chances voltarão? Como (e se) eu posso influenciar o futuro? E se eu tomar a decisão e sair? Quais fatos mudarão pela minha atitude? E o que eu deixarei de fazer só por causa da mera atitude?
O Futuro, esse caminho que a Deus pertence, é tão incerto quanto misterioso.
Eu nem sei se até o final do texto estarei vivo. Por isso alguns dizem que nada deve ser deixado pra depois. Mas a vida é feita de decisões. E qual tomar?
O que já passou, aquela decisão que considero errada, será que a mesma situação, ou quem sabe parecida, voltará e eu poderei tomar a decisão “certa”?
Quantas coisas que não fiz e que queria ter feito. Quantos caminhos que os olhos virão, mas os pés não tocaram porque a mente mandou: “Não vai, o outro é melhor.”
Será que foi?
Essa pergunta nunca será respondida e é isso que corrói e destrói. A dúvida mata mais que a própria morte porque faz com que o vivo não viva.
Como disse Bandeira:
A vida inteira que poderia ter sido e que não foi”.
O “Não ser”, ou melhor, “não saber” desfaz o vivo e o torna muito mais morto do que carnes frias que jazem embaixo da terra.


“embora quem quase morre ainda esteja vivo, quem quase vive já morreu.”

terça-feira, 8 de janeiro de 2008