quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Início e Fim (na mesma)

E ele era chegado a fins e a começos.
Fim de ano, fim de mês, fim de dia, fim de aniversário.
Gostava das coisas na sua cadência... no seu ziriguidum... no seu ritmo.
E com cada passo nessa toada tentava encontrar a si mesmo para que assim pudesse aprender e, no fim, viver.
Conseguiria?
Essa pergunta soava dentro da cabeça..., do coração... do anseio... da razão.
Era engraçado se deparar com aquilo que sempre quis e continuar querendo. Dizem que assim é o verdadeiro gostar. Parecia assim ter cumplicidade com o gigante, com a civilização que encontra. Não seria devorado. Talvez aos moldes de Tarsila; Seria quase uma fusão.
Nesta, como por vezes fez em outros lugares, buscava o seu destaque, mas também o seu estar só na multidão e se confundir nela. Esta última não era difícil rodeado de 10 milhões de pessoas. 10 milhões....
"Quantos zeros tem nisso?"
"Zeros não, Um. Cada zero é um."
Mas já a primeira opção.... DESTAQUE.
Iria atrás, atrás de seus sonhos e planos.
Por vezes acreditava que era melhor não fazer planos pra você, mas persistia no “erro” e continuava.
Como já ouvira:
“Engraçado; você faz seus planos improváveis e inesperadamente eles dão certo.”
Nem ele sabia como isso acontecia.
Simplesmente..., acontecia.
A única coisa que entendi era que tinha ajuda de um grande companheiro que sempre o auxiliara mandando alguns recados.
Como sempre, se deparara com as epifanias da vida. E no seu modo analítico, as percebia.
E no fim de tudo,

Aprender - Conseguir - Viver

"You live you learn
You love you learn
You cry you learn
You lose you learn
You bleed you learn
You scream you learn

You grieve you learn
You choke you learn
You laugh you learn
You choose you learn
You pray you learn
You ask you learn
You live you learn
"

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

nostalgia x você

Passava da uma quando fechei a mala e fui colocá-la no carro.
No caminho, cruzei com um casalzinho. Fizeram me voltar alguns anos e desejar não ter que acordar cedo no dia seguinte, não ter que ir trabalhar e todo o resto de uma vida atribulada e corrida, desejar também ter aprontado mais e aproveitado certas outras coisas da vida.
É... talvez eu deveria ter feito algumas coisas diferentes. Aproveitado outras, arrependido me de tantas outras. Sim, eu devia ter feito diferente.
É... mais uma vez a nostalgia bate a porta e me pega desprevenido. Invade e deixa aquele gosto de guarda chuva com saudade na boca; gosto de quem ficou só na vontade atrás da janela, atrás do vidro, quando aquela chuva de verão desabou sobre a cidade.
Mais alguns passos e a velha conclusão bate:
“Somos a soma de todas as coisas que fizemos.”
O passado vai nos construindo e nos deixa assim... como somos hoje. Todos os fatos, os atos, os nãos, os sims, os talvez fazem sermos exatamente como somos.
E se mudarmos um ponto lá trás?
O bater de asas de uma borboleta mudaria tudo.
E talvez assim, não teria conhecido você.
É... talvez seja melhor ser assim mesmo.

"Enquanto a vida vai e vem
Você procura achar alguém
Que um dia possa lhe dizer
-Quero ficar só com você"