sábado, 19 de janeiro de 2008

Será que o futuro manda recado?
Será que podemos saber de alguma forma o que ainda está por vir?
Eu não quero controlar o futuro. Sei que tem alguém bem mais capaz disso, alguém que sabe o que é melhor pra mim, alguém que chamam de Deus.
O que eu queira era saber: Quais chances voltarão? Como (e se) eu posso influenciar o futuro? E se eu tomar a decisão e sair? Quais fatos mudarão pela minha atitude? E o que eu deixarei de fazer só por causa da mera atitude?
O Futuro, esse caminho que a Deus pertence, é tão incerto quanto misterioso.
Eu nem sei se até o final do texto estarei vivo. Por isso alguns dizem que nada deve ser deixado pra depois. Mas a vida é feita de decisões. E qual tomar?
O que já passou, aquela decisão que considero errada, será que a mesma situação, ou quem sabe parecida, voltará e eu poderei tomar a decisão “certa”?
Quantas coisas que não fiz e que queria ter feito. Quantos caminhos que os olhos virão, mas os pés não tocaram porque a mente mandou: “Não vai, o outro é melhor.”
Será que foi?
Essa pergunta nunca será respondida e é isso que corrói e destrói. A dúvida mata mais que a própria morte porque faz com que o vivo não viva.
Como disse Bandeira:
A vida inteira que poderia ter sido e que não foi”.
O “Não ser”, ou melhor, “não saber” desfaz o vivo e o torna muito mais morto do que carnes frias que jazem embaixo da terra.


“embora quem quase morre ainda esteja vivo, quem quase vive já morreu.”