Será que o futuro manda recado?
Será que podemos saber de alguma forma o que ainda está por vir?
Eu não quero controlar o futuro. Sei que tem alguém bem mais capaz disso, alguém que sabe o que é melhor pra mim, alguém que chamam de Deus.
O que eu queira era saber: Quais chances voltarão? Como (e se) eu posso influenciar o futuro? E se eu tomar a decisão e sair? Quais fatos mudarão pela minha atitude? E o que eu deixarei de fazer só por causa da mera atitude?
O Futuro, esse caminho que a Deus pertence, é tão incerto quanto misterioso.
Eu nem sei se até o final do texto estarei vivo. Por isso alguns dizem que nada deve ser deixado pra depois. Mas a vida é feita de decisões. E qual tomar?
O que já passou, aquela decisão que considero errada, será que a mesma situação, ou quem sabe parecida, voltará e eu poderei tomar a decisão “certa”?
Quantas coisas que não fiz e que queria ter feito. Quantos caminhos que os olhos virão, mas os pés não tocaram porque a mente mandou: “Não vai, o outro é melhor.”
Será que foi?
Essa pergunta nunca será respondida e é isso que corrói e destrói. A dúvida mata mais que a própria morte porque faz com que o vivo não viva.
Como disse Bandeira:
“A vida inteira que poderia ter sido e que não foi”.
O “Não ser”, ou melhor, “não saber” desfaz o vivo e o torna muito mais morto do que carnes frias que jazem embaixo da terra.
“embora quem quase morre ainda esteja vivo, quem quase vive já morreu.”
sábado, 19 de janeiro de 2008
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