quarta-feira, 18 de novembro de 2009

For My Love

She might cry only if I am by her side, because, if the tears roll down on her face, I must stay there to dry it.
So, I ask to you:
Don't cry when I'm not here, because I'm breaking my heart, if you're crying anywhere and I won't be there.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Equilibrista da vida

Por vezes a vida lhe entregava tempestades, por vezes, calmaria.
Como já ouvira, situações que traziam desconforto a ele, afectavam seu humor e tiravam seu equilíbrio. Ele sempre vivia nas pontas dos pés. E, mesmo tentando se equilibrar, seus ventos internos tiravam-lhe o prumo. Estas tempestades poderiam ser mais devastadoras que as externas.
Mas ele tinha tomado tento com o coração.
Ele ganhara um coração e um bocado de altares. Assim, ganhou ritmo e subiu ainda mais alto. Virou equilibrista e, ainda que não possuísse seu chapéu-coco e nem a garrafa de bêbado (desse só conseguira a fama), se aventurara em linhas diversas.
Sempre gostara de alturas e altares.
Mais quando se encontrou bem depois do meio da travessia, lembrou-se de ventos e tempestades. A ausência causou o caos e nunca ventos foram tão fortes. Estava no alto-altar, e rede de protecção a vida não lhe oferecia. Algumas situações na vida não vêm com prazo de validade, nem o famoso ”puxe-aqui”. Flutuava no céu de estrelas, mas ainda possuía seu ponto de apoio sob os pés.
E mesmo sem cais, encontrou um Porto, mesmo sem ter onde aportar.
Então pode também se lembrar de conselhos antigos:

"Esse é o pulo do gato: tirar leite de pedra, ou seja, ter equilíbrio e se sair bem no caos (enxergar oportunidades), porque em situações favoráveis todo mundo é igual."

Ele não era igual. Nem a situação. Nem o altar.
Nada mais era.
E no breu de hoje, sentia que o tempo da cura poderia tornar a tristeza normal. Há situações que marcam. Seu medo era o quão fundas elas poderiam ficar.
Eram tantas marcas que já faziam parte. Não sabia mais o que era parte, o que era ele.
Mas isso era a vida, altares, o fio de ser equilibrista.
Sem mais, a vida ia a passar no vazio e a estava com tudo a flutuar no rio esperando respostas.
Respostas da vida, respostas que ele mesmo construiria.

"A esperança equilibrista
Sabe que o show
De todo artista
Tem que continuar..."