E esta era a vida que ele escolhera viver. Sem planos A.... B... trocar para o C...
Esperar vivendo era o que decidira. Era diferente de viver esperando, e assim, duas horas sozinho não fazia mais importância. O dia vinha chegando ao fim, e o crepúsculo trazia com a noite a benéfica esperança maldita. Era mais uma forma de enxergar que ainda poderia ter esperança.
Esperanças de quinta à noite deveriam durar para sempre.
E esta esperança mostrava que nem sempre os finais precisam ser as mil maravilhas, podendo ter espaço para as próximas fases. O tempo que demoraria a mudar de estação talvez não possuía mais a relevância que um dia tivera pela simples certeza do rumo das coisas. Apesar do futuro ser construído a cada escolha, Alice sempre tinha razão. Ainda bem que tinha. Não quisera um país das maravilhas. Ele sempre preferia o real. Fosse das ruas londrinas, fosse de qualquer cidade.
Sim, ele sabia que doía como os amigos e a vida acabam por lhe mostrar. Mas sabia que valia a pena. Era esperançoso. Re-vigorante. Re-confortante. O ar adentrava aos pulmões e o deixava leve..., como a espera, depois de fases de desespero, deveria ser.
"But still call me baby
Oh love
So call me by my name"
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
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